Quinta-feira, Julho 09, 2009

Om Mani Padme Hum (com abraço para a UsinadosSonhos)

Belos 9:28, aqui .

Sexta-feira, Julho 03, 2009

III Festival Internacional de Poesia, Usina de Sonhos - Affonso Romano de Sant'Anna, Palestrante de Abertura

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Cilada Verbal
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Há vários modos de matar um homem:
com o tiro, a fome, a espada
ou com a palavra 
                 — envenenada.
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Não é preciso força.
Basta que a boca solte
a frase engatilhada
e o outro morre
                — na sintaxe da emboscada.
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fonte: página do Autor aqui .
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Créditos: Foto, Murilo Barbosa.
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Alice Ruiz, José Miguel Wisnik,Arthur Nestrovski,Fernanda, Antonio Fais (e mt muito feliz)-III Festival Internacional de Poesia Usina de Sonhos (br)

. Créditos: Foto, Murilo Barbosa.

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poema político-narrativo do dia 2 de Julho de 2009 em Portugal:

poema político-narrativo do dia :

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Olé!
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maria toscano,
Coimbra, a 3 Julho/2009

en el ultimo trago - Chavela Vargas

eu sei que vou te amar - Vinicius por Bebo e Cigala (exactamente)

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para outras versões desta belíssima canção: clicar aqui .

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Parábola do Inconforto - maria toscano/ III Festival Internacional de Poesia - Usina de Sonhos, Dois Córregos, 26a28 Junho/2009 (SP, br)

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Esta Parábola constou de três partes: 
Um breve discurso livre (2.º momento) 
que tomou como ponto de partida a leitura 
(1.º momento) do documento que abaixo se transcreve.
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E o ritual poético propriamente dito, 
que foi desenrolado num 3.º momento 
em torno de fragmentos do inédito de maria toscano, 2003
"resguardo das Esfinges. declinações do branco".
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"O pacto a firmar com este texto será sempre «de inconforto« (não de desconforto, mas de inquietação, no que o termo tem de mais estimulante): não estamos aqui para ler coisas de esquecer; não estamos aqui para falar de histórias de uma história que todos conhecemos, porque elas não se alteraram muito nos últimos duzentos e cinquenta anos e continuamos a vivê-las e a observá-las no nosso dia a dia. São as histórias de um género que se impôs como narrativa realista, se transformou no paradigma máximo daquilo a que se chama «literatura«, e se ocupa quase sem excepção de destinos individuais, de sujeitos que não ultrapassam uma dimensão psicológica e emocional, e não se movimentam para além de uma espécie de redil, a que se chama sociedade, e onde um um número limitado de «tipos« lutam para se anularem uns aos outros, psíquica ou economicamente — a essa «arte narrativa« chamou Maurice Blanchot «a eterna literatura das amas (Blanchot: 1984, 150). Em certos casos, projectam-se esses conflitos num fundo avermelhado que os faz cair na História, que é sempre a história do poder de uns quantos sobre outros, nunca a da pujança latente em todos e no Ser em geral, que está aí e nos olha (é deste olhar das coisas e dos Vivos, que nós nem sempre dominamos, que vem o inconforto e o medo que alimentam uma escrita-outra, como é a de Maria Gabriela Llansol). Por vezes, já mais próximo de nós, alguns, poucos, souberam afinar a atenção para aquilo que o mundo (dos mundos) nos olha, transformá-la numa espécie de «oração natural da alma«, e produzir com isso textos em que outras dimensões afloram, outras figuras dominam — a do oxímoro, a da ironia ou do paradoxo —, perturbantes também eles, mas quase nunca jubilosos, antes trágicos (a isso chamou-se Modernidade ou Modernismo, e alguns dos seus grandes nomes foram, por exemplo, Kafka, Musil ou Pessoa (...) ".
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Barrento, João. 2008. "A Chave de Ler. Caminhos do Texto de Maria Gabriela Llansol". Na Dobra do Mundo - Escritos Llansolianos. 1.ª ed. Lisboa: Mariposa Azul, 32-33.
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Referência: Blanchot, Maurice. 1984. O Livro por Vir. Lisboa: Relógio d´Água.
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para aceder a fragmentos de "resguardo das Esfinges. declinações do branco." clicar aqui.
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CRÉDITOS: Fotos: Murilo Barbosa (creio... )
:-)
mt

por onde andámos neste fim de semana: III Festival Internacional de Poesia - Usina de Sonhos, Dois Córregos, SP (Brasil)

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para saber mais, clicar aqui,

Quinta-feira, Junho 18, 2009

Natália Correia (mt sobre "ela", sim)

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O António Vilhena, após duas passagens ocasionais por mim, em Celas, parou o carro, saíu de lá de dentro e falou. 
Entre várias coisas... pois sempre, com ele, a conversa vem aos borbotões e caoticamente (Vilhena, também te queria falar de... Ó Vilhena então e ... ?) 
— e não, não estou, com isto a querer armar-me em conversadora/conversadeira assídua do Vilhena, nem em íntima amiga ou diária dialogante; justamente por o não ser, creio (e não rejeito, com este segundo isto ehehehe, poder vir a sê-lo) é tão caótica essa conversação —
sigo:
entre várias coisas, falou do Fernando Dacosta, que vem a Coimbra na próxima 6.ª-feira e, daí, foi-se dar... "à" Natália Correia.
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Não poderei estar com, nem conhecer, Fernando Dacosta — com pena minha, mas os voos, literalmente, levam-me para outras paragens poéticas.
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Não poderei dizer do meu tão grande desconhecimento quanto grande admiração e vibração pela/com "a Fala "da" Natália Correia.
que ainda cantei por duas vezes no Boutequim — e foram belos momentos, sim; 
e
que nunca lhe consegui dizer que escrevia.
exactamente.
perguntava-me: qual pode ser o interesse "dela" numa garota como eu que nem é "de" Letras?
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hoje sorrio-me do formalismo do meu raciocínio de então, embora não me arrepelo os cabelos nem nada de parecido: agi o melhor que soube na época; e, nessa época, eu era mesmo uma "fedelha".
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mas não foi especificamente sobre estes "fait-divers" que me pus ao... ecrã.
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da conversa em torno do que distava entre a realidade e a narrativa que a Natália construía sobre si e o mundo, tão-pouco quero agora esmiuçar.
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o que me moveu a estas teclas — e há 2 dias que cá anda isto a barulhar por dentro — o que me moveu
simplesmente
foi um dos argumentos que troquei com o Vilhena
e
considero sagrado e fulcral nos baços tempos que correm.
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conta a lenda urbana que o Henri Miller, ao conhecer a Natália Correia em Lisboa, teria exclamado algo como: "e foi preciso eu vir a Lisboa para conhecer a última das Pitonisas!"
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a lenda conta; ao que parece, a vida, não.
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e o argumento é: "que importa que tenha dito, ou que não tenha dito?"
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numa visão de categorizações colete-de-forças, inquisitiva, realisto-deformativa da realidade, só isso importa. 
a factualidade ganha ânimos de essência, ensejo, sonho, meta, ideia e desejo.
a factualidade — segundo Edgar Morin no seu belíssimo livro de síntese "Amor, Poesia, Sabedoria",  a prosa, coloniza a vida, a esta vida de hiperprosa (sic).
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numa visão de categorizações constructivista ou dialéctica ou fenomenológica (sim, embora distintas, todas elas não directivas-coletes-de-força) 
o que importa não é o que se disse/disse, não é o que foi, nem o que devia, podia, seria...
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o que foi Natália Correia? não sei, nem interessará muito.
o que não foi Natália Correia? desconheço em absoluto e continuarei a desconhecê-lo.
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o que importa
sim
é compreender-se, acolher-se, abrir-se o nosso mundo a esse rasto e lastro do impossível e do inimaginável, do a-histórico, do a-coerente (porque não incoerente) e do... e do... e do que constitui a senda do poético, da poesia, pois.
da poiesis.
do acto sendo aquilo que não foi nem seria.
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se Henri Miller proferiu aquela legenda, pouco importa.
o que
definitivamente foi decisivo
sim
foi o perdurar no nosso imaginário da lenda urbana que une duas figuras tão letradas quanto eróticas, duas vozes tão sarcásticas quanto ternas e tenras.
o que foi decisivo
e
é-o
sim, decorre da brecha que essa lenda abre
ocupa
e
fermenta:
um espaço de imaginário carente, um espaço de brilho — uma pequenina luz bruxuleante (lembro o Sena) —
uma réstea
uma amplificação poiésica em pleno cinzentismo do pequenino estado novo e do parvóneo regime de então.
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a — Natália? 
c — claro que sim! 
b — a última das Pitonisas?
a— mas foi mesmo, a sério?
c — não foi, não; que o que foi não importa. 
a — ? !
b — ! ?
c — o que importa: É
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Natália É.  
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a última das Pitonisas nesta meia-tigela de caldo-verde, água-rás e fadinho tinto. 
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a última das Pitonisas no quadrante de poliemide dos yupies para a ceia plasmada frente ao plasma.
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a última das Pitonisas no semi-norte/semi-sul cardeal dos dias sem mar chorados pela Sophia.
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É.
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o que importa não é se foi, se teria sido, se poderia ter sido: 
importa
sim
que Natália
É.
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por isso falamos "dela", "a" lemos e "a" esquecemos.
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sobretudo isso: porque só se precisa esquecer o que vive mexe e É.
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a bruxuleante poiesis cravando-se
inteira
na veia prosaica do nim.
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obrigada, Natália!
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maria toscano
Coimbra, 18Junho/2009

Segunda-feira, Junho 15, 2009

Frederico Barbosa, br

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"Recitar poesia não é gritar, pular, como se a expressão viesse do exagero.
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. O teatro brasileiro foi muito influenciado pelo dramalhão português. Falta um pouco de sutileza. É isso que pretendemos colocar em prática nos nossos recitais: através da leitura atenta, revelar as sutilezas da poesia. E, assim, ajudar as pessoas a ler a poesia de forma mais refinada." 
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Frederico Barbosa é poeta pernambucano. Cursou Física pela USP e é formado em Letras/Português. Foi crítico literário no Jornal da Tarde e na Folha de São Paulo, consultor e redator do volume Help! - Literatura, publicado pelo O Estado de São Paulo. Leciona Literatura, Texto e Redação no Curso Anglo Vestibulares. É consultor técnico das coleções Ler é Aprender, do O Estado de São Paulo; Livros, de O Globo; e Biblioteca ZH, do Zero Hora. Dirige atualmente a Coleção Alguidar.
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Publicou os livros Rarefato (Ed. Iluminuras, 1990), Nada feito nada (ed. Perspectiva, 1993 Prêmio Jabuti), 5 Séculos de Poesia - Antologia da Poesia Clássica Brasileira (Landy Editora, 2000), Contracorrente (Iluminuras, 2000), Louco no Oco sem Beiras - Anatomia da Depressão (Atliê Ed, 2001), Na Virada do Século - Poesia de Invenção no Brasil (Landy Ed, 2002) e Cantar de amor entre os escombros (Landy, 2002).
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(para conhecer e saber mais sobre o autor, pf, clicar aqui )
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Domingo, Junho 14, 2009

Carmen Silvia Martin Guimarães, br

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Carmem Silvia Martin Guimarães  e O Centro Brasil Itália de Botucatu, entre outras actividades (escrita e docência).

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CARMEM LUCIA E. DA SILVA, br

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Para ler textos desta docente de Letras, Escritora e Poetisa Botucatuense, por favor, clicar aqui .
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José Miguel Wisnik, br

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Por um fio
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(José Miguel Wisnik e Paulo Neves)
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Por um fio eu me parto em dois
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Aceito o que a sorte dispôs
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No meu caminho
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Vejo a vida, a morte e o depois
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Não vou viver jamais sozinho
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Porque sou dois
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Sou mais que dois
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Sou muitos fios
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Que vão se tecendo
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Com a voz do outro em mim
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E quem canta não sabe o fim
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Com medo e alegria
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Ele anda por um fio
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José Miguel Soares Wisnik é professor de Teoria Literária na USP, e também um dos grandes compositores da atualidade, dentro da música contemporânea paulista.
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Com os olhos voltados para a música, uniu em seu mestrado e doutorado literatura e música, assim como fez com sua vida.
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Excepcional músico e grande poeta, tem parcerias com artistas do porte de Alice Ruiz, Luiz Tatit, Caetano Veloso e Tom Zé, entre outros.
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IMPERDÍVEL! - O Lugar da Canção- aulas-show com Arthur Nestrovski e Suzana Salles

ARTHUR NESTROVSKI

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Arthur Nestrovski é doutor em literatura e música pela Universidade de Iowa (EUA). Articulista da Folha de S.Paulo (desde 1992) e editor da PubliFolha, foi professor titular no programa de pós-graduação em comunicação e semiótica da PUC/SP de 1991 a 2005. É autor de Notas Musicais (Publifolha, 2000) e co-autor de Três Canções de Tom Jobim (Cosac Naify, 2004), entre outros livros – incluindo alguns premiados títulos de literatura infantil, como Bichos Que Existem e Bichos Que Não Existem (Cosac Naify, 2002, Prêmio Jabuti de Livro do Ano/Ficção).
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Voltou à atividade musical como violonista em 2004, apresentando-se com Zé Miguel Wisnik, Ná Ozzetti, Zélia Duncan, Jussara Silveira e Orquestra Jazz Sinfônica, entre outros. Em 2005/06, fez a direção musical (com Benjamim Taubkin) de Milágrimas, espetáculo do coreógrafo Ivaldo Bertazzo com o Projeto Dança Comunidade, lançado em CD e DVD (selo SESC). Seu disco solo Jobim Violão foi lançado em 2007 (Gaia Discos/Instituto Moreira Salles). Neste mesmo ano, lançou também um cd de composições: Tudo o Que Gira Parece a Felicidade (Gaia Discos), trilha para novo espetáculo de Bertazzo e Inês Bogéa, com o projeto Cidadança; e o DVD Amor Canção, registro de aula-show com Ná Ozzetti (Cultura Marcas). Nestrovski é o diretor musical do programa infantil Vila Sésamo (TV Cultura).
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Um livro de ensaios sobre canções, Lendo Música (PubliFolha), organizado por ele, foi lançado em 2008; também seu novo livro para crianças, Viagens Para Lugares Que Eu Nunca Fui (Companhia das Letrinhas). Nesse ano, estreou o trio com a cantora Jussara Silveira e o pianista André Mehmari, no espetáculo "Viagem de Verão"; seja solo, seja em parcerias apresentou-se em várias cidades do Brasil, Portugal e Polônia.
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Uma nova edição do cd Jobim Violão sai em 2009 (Biscoito Fino), ano em que tem aulas-shows com Zé Miguel Wisnik agendadas em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília. Seu livro Outras Notas Musicais, reunindo 333 resenhas e alguns outros textos, está programado para setembro (PubliFolha). Antes disso, sai o novo livro para crianças, Agora Eu Era, em parceria com Laerte (Companhia das Letrinhas). Entre outras atividades, destacam-se os shows com Wisnik e Luiz Tatit, também em setembro, no festival "Porto Alegre em Cena", no mês seguinte, apresenta-se novamente em Porto Alegre, com Ná Ozzetti, Wisnik e a Orquestra do Teatro São Pedro, num programa de canções de Wisnik e suas. Nestrovski é um dos retratados no documentário Carta Sonora, de Cacá Machado, Susana Reck Miranda e Mario Cassettari, selecionado para o programa DOC-TV 2009 da TV Cultura.
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Para aceder à diversificada informação no sítio oficial do autor, pf, clicar aqui .
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Antonio Fais, Br

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Antonio Fais escreve contos e crônicas regularmente para jornais e revistas. Em São Carlos, seus trabalhos podem ser lidas aos domingos no Jornal Primeira Página, no Jornal da AFEESC e em www.linkway.com.br/fais. Atua como colaborador do Café Literário Filosófico no projeto "Contribuinte da Cultura" e é membro do Conselho de Cultura de São Carlos. Com seus contos ilustrados por diversos artistas plásticos e interpretados por atores, tem participado de eventos ligados à cultura. 
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Fais desenvolve junto a empresas, bibliotecas e escolas projetos de estímulo à leitura e escrita de textos. Coordena a Oficina Literária "Faça sua História" em conjunto com a Biblioteca Comunitária da UFSCar.
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Alice Ruiz, Br

Alice Ruiz nasceu em Curitiba, PR, em 22 de janeiro de 1946.
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Começou a escrever contos com 9 anos de idade, e versos aos 16. Foi "poeta de gaveta" até os 26 anos, quando publicou, em revistas e jornais culturais, alguns poemas. Mas só lançou seu primeiro livro aos 34 anos.
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Aos 22 anos casou com Paulo Leminski e pela primeira vez, mostrou a alguém o que escrevia. Surpreso, Leminski comentou que ela escrevia haikais, termo que até então Alice não conhecia. Mas encantou-se com a forma poética japonesa, passando então estudar com profundidade o haicai e seus poetas, tendo traduzido quatro livros de autores e autoras japonesas, nos anos 1980.
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Teve três filhos com o poeta: Miguel Ângelo Leminski, Áurea Alice Leminski e Estrela Ruiz Leminski. Estrela também é uma grande poeta: acabou de lançar um livro, junto com o Yuuka de Alice: Cupido: Cuspido e Escarrado (ambos saíram pela Editora AMEOP, de Porto Alegre) - provando que, filha de duas feras, essa Estrela tem luz própria.
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Alice publicou, até agora, 15 livros, entre poesia, traduções e uma história infantil, que você pode conhecer clicando em Bibliografia.
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Compõe letras desde os 26 anos - a primeira parceria foi uma brincadeira com Leminski, que se chamou "Nóis Fumo" e só foi gravada em 2004, por Mário Gallera. A poeta tem mais de 50 músicas gravadas por parceiros e intérpretes. Está lançando, em 2005, seu primeiro CD, o Paralelas, em parceria com Alzira Espíndola, pela Duncan Discos, com as participações especialíssimas de Zélia Duncan e Arnaldo Antunes. Para conhecer essas gravações e os parceiros da poeta, dê uma olhadinha em Discografia!
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Antes da publicação de seu primeiro livro, Navalhanaliga, em dezembro de 1980, já havia escrito textos feministas, no início dos anos 1970 e editado algumas revistas, além de textos publicitários e roteiros de histórias em quadrinhos. Alguns de seus primeiros poemas foram publicados somente em 1984, quando lançou Pelos Pêlos pela Brasiliense. Já ganhou vários prêmios, incluindo o Jabuti de Poesia, de 1989, pelo livro Vice Versos.
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Já participou do projeto Arte Postal, pela Arte Pau Brasil; da Exposição Transcriar - Poemas em Vídeo Texto, no III Encontro de Semiótica, em 1985, SP; do Poesia em Out-Door, Arte na Rua II, SP, em 1984; Poesia em Out-Door, 100 anos da Av. Paulista, em 1991; da XVII Bienal, arte em Vídeo Texto e também integrou o júri de 8 encontros nacionais de haikai, em São Paulo.
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As aulas de haikai são uma experiência única para quem já fez - Alice convence a gente que no fundo de cada um existe um poeta louco pra despertar, e descobrimos surpresos que sim, é possível!
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Quer saber mais sobre Alice Ruiz? clique aqui !
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(Créditos do Texto aqui editado:  Carô Murgel, Historiadora.
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Domingo, Junho 07, 2009

sobre o livro de Victor Oliveira Mateus: DN de Maio

Sobre o livro de Victor Oliveira Mateus In "Diário de Notícias", 23 de Maio/2009 
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(pf, clicar na imagem para ampliar e ler). 
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POIS! É MESMO PARA LER!
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Maus chefes provocam ataque de coração - Isabel Stilwell in Destak (28.11.2008)

Para ler, clicar aqui, pf. 

Ainda é actual...
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já de abalada? ande cá! corra a cuartina de riscas e sente-se aí no mocho (no canapé? é melhor nã, nã seja que as preguetas lhe dêem cabo da roupa).
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faz calôrê nã? é tempo dele! no cântaro hai água fresquinha! e se quiser entalar alguma coisaaaa... a asada das azeitonas está chêinha, no cesto hai bobinha e papo-secos (com essa chôriça... ou com o quêjo de cabra, iiiisso!, nessa seladêra de esmalte!);
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chegue-se à mesa! - cuidado não lhe rebole a melancia para cima dos dedos do péi... assim... - entã nã se está melhórê?
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nã, nã, agora nã vai máinada! estou a guardar-me pra logo... ora na houvera de sêri! ah! já lhe dê o chêro! pois é: alhos e coentros e um nadica de vinagrê... vem aí do alguidar de barro... sim, sã nas carnes prá cêa.
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como nã sê o que o trouxe cá, forastêro, ‘stêja nesta sulmouradia como à da sua: pode ir mirando os links ("do monte"; "olivais..."; "deste planAlto..."; estas é que são...") os montes de que gostamos; pode ir vendo os posts por data ou esprêtando as nossas etiquêtas
("portados"); ou pode ir passando os olhos só pelos mais recentes.
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ah! repare lá que por estes lados nã temos o hábito de editarê todos os dias - não é um blogue-diário, 'tá a vêri?; pensámo-lo antes como sendo uma espécie de blogue-testemunho das vozes do Sul (o de cá e os Suis todos); mas temos ainda muito qu'arengar... vamos lá chegando, n'éi? devagarê, que o sol quêma!